Qual é a pressa? (parte 5)

 

Metas claras: psicológico

Olá, amigos! Nesta que é a quinta parte da nossa série “Qual é a pressa?”, na qual falamos sobre o processo de formação de jovens tenistas a longo prazo e da importância de seguirmos as etapas com perícia e sem pressa, vamos falar sobre a importância das metas claras de curto, médio e longo prazo na vida esportiva dos pequenos tenistas.

No ensino progressivo do tênis, do qual tratamos desde o primeiro texto da série, é fácil perceber que o nível de motivação e envolvimento de um aprendiz na sua prática de ensino-aprendizagem aumenta consideravelmente quando ele possui um ou mais objetivos claros a cumprir, permitindo-o evoluir para um estágio mais avançado. Isso tanto dentro de uma aula (objetivo de curto prazo) quanto em um ciclo de ensino de seis semanas (médio prazo) ou em um semestre de ensino (longo prazo).
Porém, o que ainda vemos de maneira muito frequente em nossa realidade esportiva é que muitos profissionais do esporte ainda trabalham numa premissa “intuitiva”, sem um norteamento claro do que ensinar, em qual etapa, por que e como. Isso certamente torna tudo mais difícil, pois nenhum dos envolvidos no processo (aluno, pai, professor) tem uma ideia clara e organizada do que fazer para formar um bom jogador, ou em que estágio o jogador está, qual o próximo “degrau”, e, por fim, aonde quer chegar ao final do processo.

Nesta perspectiva, certamente o ensino progressivo se mostra eficaz para ajudar a dar esse “norte”, pois possui avaliações periódicas nas quais os alunos devem dominar e cumprir determinadas tarefas relativas ao nível de desenvolvimento em que estão, permitindo-os passar para o próximo estágio. Isso acarreta um aumento do comprometimento de todos os envolvidos, pois a criança tem como objetivo passar de nível, e o professor pode organizar melhor seu planejamento de ensino de acordo com os critérios estabelecidos em cada etapa, além de poder observar de forma mais precisa e objetiva o rendimento de seus pupilos.
Como exemplo, temos os níveis de desenvolvimento da Tênis +, onde cada nível corresponde a um semestre de ensino e cor de pulseira (azul-vermelho, laranja-laranja, etc.), e os jogadores devem aprender certas habilidades (técnicas, táticas, físicas, cognitivas e comportamentais), adquirir competências, ir bem nas avaliações e passar para o próximo estágio. Eles vão evoluindo, trocando de pulseira, até culminar no full-tennis, podendo então seguir para o tênis de competição ou seguir jogando socialmente como hobby e exercício para toda a vida.

Bom, pessoal, por fim, acho importante salientar que, ao determinarmos metas de ensino conforme acima descrito, precisamos sempre tentar fazê-lo de maneira equilibrada. Ou seja, as metas devem ser desafiantes (para manter um bom grau de exigência, que leva ao progresso), porém realistas (pois uma meta exageradamente difícil e fora da realidade pode levar a uma forte frustração, o que poderá atrasar o processo de desenvolvimento). É importante que tanto os professores quanto os pais tenham esse aspecto em mente na hora de ajudar seus pequenos tenistas a traçarem seus objetivos no esporte.
Enfim, encerramos aqui mais um texto da série “Qual é a pressa?” Agradecemos pelo prestígio da sua leitura, e já deixamos aqui o convite para o próximo texto, que será também o último da série, no qual falaremos sobre o ensino progressivo — que respeita as etapas —, e a sua relação com a formação de jogadores que, desde cedo, já conseguem demonstrar um alto nível de tênis, mesmo que adaptado à realidade infantil. Não percam!

Um abraço e até breve!!!

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