Qual é a pressa? (parte 3)

Desenvolvimento de técnicas corretas

Olá, pessoal! Este é o terceiro texto da série “Qual é a pressa?”, que trata dos motivos de não queimarmos etapas ao desenvolver boas técnicas em nossos tenistas.

O desenvolvimento de técnicas corretas é fundamental para que haja bom rendimento no esporte. Para tanto, algo que deve ser muito valorizado no ensino aos tenistas são os critérios técnicos em cada fase de desenvolvimento do jogador, de acordo com a faixa etária e nível de jogo. Além disso, os materiais adequados e as atividades técnicas realizadas de forma precisa, coerente, progressiva e divertida são determinantes para uma boa formação técnica dos pequenos tenistas.

Um ponto importante a ser comentado aqui é a altura do quique da bola e sua relação com o desenvolvimento de boas técnicas. De maneira geral, a batida na bola de fundo de quadra deve, na maioria das vezes, ser realizada entre a altura da cintura e do ombro. Isto para que haja uma dinâmica do golpe “ideal” (máxima eficiência, mínimo esforço). Sendo assim, se pularmos etapas, colocando crianças com estatura ainda baixa para jogar com uma bola normal — ou mesmo com bolas mais lentas, porém em um ou mais estágios à frente do seu (ex.: a criança está no nível em que utilizamos a bola vermelha, mas joga com a laranja ou a verde) —, há grandes chances de essas crianças desenvolverem falhas técnicas de formação (como empunhaduras extremas, padrões de movimentação equivocados e pouco domínio dos efeitos). E isso certamente será uma grande dor de cabeça no futuro; novamente, será como construir um arranha-céu com base frágil. Ou seja, poucas chances de sucesso.

Uma outra boa analogia que podemos utilizar quando falamos de critérios técnicos nas etapas de formação de tenistas é de que esta deve ser pensada como um grande quebra-cabeça (daqueles com mais de mil peças), onde cada peça representa um critério técnico (seja ele relativo à parte superior, inferior do corpo ou de percepção da bola e jogada). Esse quebra-cabeça deve ter o formato de uma pirâmide, ou seja, devemos formar primeiramente a base para depois seguirmos desenvolvendo a pirâmide, cada vez mais alta, até chegarmos ao topo, que seria a formação técnica completa de um jogador.

Mais uma vez, se pularmos etapas na “montagem” do jogador, teremos grandes dificuldades para formá-lo com técnicas o mais corretas quanto possível. E isso, no longo prazo, pode ser determinante para que se alcance, ou não, o melhor rendimento esportivo que os tenistas possam ter.

Mais uma vez agradecemos o prestígio da sua leitura e pedimos que fiquem atentos para o próximo texto da série “Qual é a pressa?”, em que falaremos sobre o desenvolvimento de jogadores all-court (completos), que representa o motivo tático para não pularmos etapas na formação de nossos tenistas. Muito obrigado e até breve!

Créditos das fotos: Tofu Fotos

 

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