A ética e a moral do jogador de tênis: agir bem para ser mais

O jogar limpo (fair play) é uma condição primária para o desenvolvimento pessoal do jogador de tênis. Frequentemente vemos os melhores jogadores do mundo corrigindo os árbitros — fazendo simplesmente o que é correto e indo na contramão da ideia de vencer a todo custo (ao invés de se aproveitar de um equívoco da fiscalização, por exemplo) —, demonstrando um estado ímpar de maturidade crítica e emocional!

O que o exemplo acima nos mostra é um valor muito importante, nos convidando a colocar temporariamente de lado as pulsões e os desejos para não ferir o regulamento do jogo e, neste caso, também para não romper um código ético entre os jogadores, segundo o qual é preciso respeitar-se mutuamente. Sendo o tênis um jogo de cavalheiros, isso não poderia ser ensinado de maneira diferente.
No Tênis+ as condutas de comportamento são levadas muito a sério. Buscamos compreender que ser ético não diminui a sua vontade de vencer; que cumprir as regras e valorizar a honestidade são condições básicas para participar do jogo de tênis desde o nível mais elementar; e que não adotar uma boa conduta durante o jogo leva a um empobrecimento e até a um desmerecimento do resultado final — ganhar não é tudo e não é necessário fazer qualquer negócio para se dar bem.

Essas são lições fabulosas para os demais aspectos da convivência em sociedade e o tênis, como um palco de representação da própria vida, é um objeto de aprendizagem muito poderoso para desenvolver tais questões. No Tênis+ temos uma vantagem quando tratamos da qualidade de uma aula de tênis, pois não proporcionamos “aulas” (num sentido estrito), mas sim programas, organizações sistematizadas que transcendem a esfera da unidade de ensino (aula). No Tênis+, é central a inclusão da família nos eventos — verdadeiras oportunidades catalizadoras de aprendizagem em que aproveitamos para treinar a todos sobre as condutas do jogo.

Os Torneios Multichance são festivais onde toda a família é convidada a participar. Muitas vezes os pais são árbitros, ajudam na preparação do café da manhã, auxiliam na organização geral do evento. É importante realçar que, antes de qualquer torneio, os pais, professores e alunos devem fazer seus respectivos juramentos, que são afirmações de comprometimento com uma conduta ética e respeitável com todos.

Em foto: unidade Giga Tênis iniciou a programação do TMC com declarações oficiais de valores e de boa conduta.

As crianças têm a oportunidade de jogar inúmeras partidas. Compete-se por equipes, embora existam os destaques individuais; existe sempre participação ativa dos árbitros para ajudar a resolver os possíveis conflitos, corrigir marcações errôneas que fazem parte do aprendizado e auxiliar na compreensão das regras.
É mais um dia de aprendizagem — para estar com a família e com os amigos, para avaliar a retenção dos conteúdos ministrados, para saber lidar com perdas e com vitórias e também para receber advertências que levam a uma correção da rota —, para, assim, fortalecer mais ainda os conceitos de moralidade.

Os testes de bola são avaliações utilizadas para verificar os critérios de aprendizagem e então ajustar as coordenadas necessárias para a evolução do aluno.
No entanto, sempre há um risco implícito, que é o da reprovação. Espera-se do aluno, por exemplo: não faltar, ter atenção na explicação das situações de ensino, treinar fora do ambiente da aula, participar dos eventos que a escola oportuniza.
A avaliação não é punitiva. Assim, se o aluno não está de fato preparado para o teste, é preferível que este seja feito em um momento mais favorável; porém, a ideia do teste é também a de fortalecer hábitos, que vão desde assiduidade e organização até saber as regras e atuar eticamente no jogo.

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