Estude fora com o tênis! (Parte 4)

Chegamos ao quarto e último texto da série “Estude fora com o tênis!”. Nele, entrevistamos o Bruno Franco Seves, que nasceu em Araraquara e foi estudar na University of South Carolina Aiken. Confira a entrevista abaixo:

 

Como foi o processo de decisão sobre tentar conseguir uma bolsa como atleta nos EUA?

 

A decisão veio bem cedo, aos 16 anos, quando vi alguns amigos próximos realizando esse sonho. Como eu sabia que seria muito difícil atingir o nível do ranking profissional que eu desejava, e conseguir viver do tênis, aproveitei a bagagem escolar que meus pais conseguiram me proporcionar e decidi tentar uma bolsa em uma universidade americana. Assim, conseguiria continuar com o tênis por mais alguns anos e, eventualmente, sairia com uma ótima experiência acadêmica para ingressar futuramente no mercado de trabalho.

 

Como é o processo de seleção?

 

No meu caso não foi muito complicado. Por indicação, contei com a intermediação de uma empresa que me ajudou com toda a burocracia, a “papelada” necessária, e também indicando os testes necessários para ingressar na universidade e toda a parte do tênis, com as filmagens, conversas com os treinadores das faculdades, etc. Assim que obtive as notas — e de acordo com o meu nível de tênis —, a empresa apresentou algumas opções e acabamos escolhendo a melhor delas, considerando fatores como porcentagem da bolsa, nível acadêmico da faculdade, localização, nível do time de tênis, etc.

Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou por lá?

 

Acredito que a língua inglesa. Não tive oportunidade, quando mais jovem, de desenvolver muito o idioma. Então, nas provas e no começo da vida universitária, foi muito “na raça”. Senti muita falta também dos familiares e de amigos, especialmente nos primeiros três meses. A rotina fez falta. Contudo, após alguns meses tudo começou a fazer sentido. Acredito que me adaptei rápido ao estilo de vida por lá, comida, vida social, estudos — enfim, o ambiente em que estava inserido.

 

O que você aprendeu com essa experiência?

 

Aprendi que a gente é muito mais forte do que imagina. Nossa capacidade de adaptação é fantástica. Não podemos desistir logo na primeira dificuldade, pois é com isso que subimos mais um degrau na escada. Mas viver seis anos lá trouxe diversas habilidades, como a língua, a capacidade de adaptação, de cuidar sozinho de si mesmo — desde cozinhar, lavar as roupas, cuidar da casa, se tratar em condições enfermas, enfim, toda essa bagagem de vida. E um ponto muito importante que gosto de considerar é o networking: você conhece pessoas do mundo inteiro ali e isso pode abrir diversas portas.

 

Como está sendo a vida profissional depois da graduação? Ter estudado nos Estados Unidos vem te ajudando?

 

Sem dúvida, todos que olham o CV colocam essa experiência como destaque. Isso ajuda muito na triagem dos processos seletivos. Obviamente, depois você precisa performar para obter a vaga e, inclusive, para mantê-la. Mas se você levou a sério a experiência lá fora, não vejo como não performar além do esperado, pois bagagem não será o problema.

“Não podemos desistir logo na primeira dificuldade, pois é com isso que subimos mais um degrau na escada”

(Bruno Franco Seves)

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