Esporte para crianças: importante ou fundamental?

Dez horas por semana! Esse é o tempo médio que uma criança pratica atividades físicas na França. E o seu filho, sobrinho, afilhado, quanto tempo passa correndo, praticando esportes ou brincando de “pega-pega” durante a semana? Será que é o suficiente?
A resposta a essas perguntas se torna mais clara após a análise comparativa de alguns dados desses dois países. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em pesquisa realizada em 2010, 10,5% das crianças francesas entre 11 e 15 anos são classificadas com sobrepeso ou como obesas. Já para o IBGE, em pesquisa realizada em 2008/2009, cerca de 25% das crianças e jovens brasileiros, entre 10 e 19 anos, estão acima do peso.

Outro dado impressionante é a comparação de desempenho dos dois países nos últimos jogos olímpicos, disputados em Londres em 2012. O Brasil, com população superior a 200 milhões de habitantes, obteve um total de 17 medalhas. Em contrapartida, a França, com população aproximada de 65 milhões, obteve 34 medalhas na classificação final. Ou seja, um resultado aproximadamente quatro vezes melhor.

Obviamente outros dados deveriam ser analisados para que se possa ter opiniões definitivas sobre o assunto; entretanto, já é possível traçar um cenário que evidencia a atual problemática sobre a formação esportiva no Brasil. A realidade é que o esporte é fundamental no processo de formação de um cidadão, sendo possível reproduzir dentro de uma quadra aquilo que um dia acontecerá em nossas vidas.
O tênis de campo é um ótimo exemplo disso. Em competições oficiais, crianças e adolescentes são inseridos em uma realidade onde não há nenhum árbitro em quadra, passando a ser dos pequenos a responsabilidade pela contagem do jogo e a consequente necessidade de resolver os problemas que aparecem. Este é apenas um singelo exemplo da excepcional ferramenta que é o esporte na formação de valores — neste caso, da honestidade, fundamental à sociedade em que vivemos.

Outro ponto positivo a favor do esporte, e ainda pouco conhecido no país, são as oportunidades de estudo no Brasil e no exterior. Nas universidades dos EUA, por exemplo, são mais de 450 mil estudantes-atletas; entre eles, estima-se que haja cerca de 2 mil brasileiros estudando com bolsas esportivas. Nas escolas e universidades brasileiras, o cenário também é de evolução. Com a melhora das competições esportivas estudantis, existe um volume crescente de bolsas de estudo para esportistas.
Seja qual for a intenção dos pais, a prática de esportes é algo a ser fortemente considerado. Contra o sobrepeso e o sedentarismo, a favor de uma sociedade mais honesta e com valores mais claros, em busca de mais oportunidades de vida ou até da felicidade. A prática de esportes por crianças não pode mais ser vista como acessório, e sim como peça fundamental, tal qual a alfabetização, a subtração e a multiplicação.

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