Especial Semana da Mulher: Machismo no tênis

A luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens é antiga e se estende até os dias de hoje. Até alguns anos atrás, as mulheres não tinham direito ao voto e nem à educação, o que demonstra o quanto ainda estamos atrasados nessa questão.

No tênis, isso não é diferente. Apesar de ter sido o primeiro esporte a recompensar financeiramente homens e mulheres de maneira igual na maioria dos torneios, o cenário ainda está muito longe do ideal, havendo ainda vários episódios que remetem ao tema O momento mais icônico foi em 1973, no famoso duelo entre a tenista Billie Jean King e Bobby Riggs, denominado a “Batalha dos Sexos”, o qual inclusive virou filme recentemente (“A guerra dos sexos”, estrelado por Emma Stone e Steve Carell).

Este foi o primeiro grande passo na busca pela igualdade de gênero, não só no tênis, mas em todo o mundo, numa época em que vários movimentos estavam no auge, entre eles, o feminista. A vitória de King significou um grande passo nessa luta e repercute até os dias atuais. Ela também se empenhou para garantir mais direitos às tenistas, com a criação da WTA (Women’s Tennis Association), antiga Virginia Slims Circuit (circuito de tênis feminino), associação responsável por todos os torneios femininos profissionais e que garante que as premiações sejam equivalentes para ambos os gêneros.

Pictured here is tennis player Billy Jean King in action in 1975. (AP Photo)

A ex-tenista Billie Jean King em uma partida de tênis em 1975.

Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Até hoje o machismo encontra-se bastante presente no tênis. Basta relembrar o caso recente do sorteio realizado pela ATP para a definição dos grupos de competição da ATP Next Gen Finals (torneio realizado com os sete melhores tenistas masculinos nascidos em 1996 e mais um convidado), no dia 6 de novembro de 2017. Nele, os oito jogadores presentes iam, em duplas, escolher entre duas modelos, as quais mostravam a letra A ou B em alguma parte do corpo ao retirar uma peça de roupa, causando bastante constrangimento entre os envolvidos. Além disso, sabemos que a mídia dá uma cobertura muito maior aos homens em relação às mulheres e frequentemente as tenistas reclamam das desigualdades que ocorrem não só dentro das quadras, mas fora delas também. Um exemplo são as afirmações e perguntas machistas que são obrigadas a ouvir de outras pessoas.

Portanto, é preciso reconhecer que essa desigualdade existe e batalhar para que mudanças positivas aconteçam. No tênis, o cenário é mais favorável e há muitos jogadores que defendem essa equidade entre os gêneros. Exemplo disso é Andy Murray, que já se manifestou diversas vezes a favor das mulheres e escolheu a Amélie Mauresmo (ex-tenista profissional francesa e nº 1 do mundo em 2004) como treinadora entre 2014 e 2016. Assim, pouco a pouco, as transformações vão ocorrendo e esperamos que não demore muito para que a tão sonhada igualdade de gênero seja uma realidade. E não somente no tênis!

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