Competências emocionais do tênis: autoconhecimento

No meu último post, abordei o tema do comprometimento, da disciplina e da responsabilidade que a prática do tênis proporciona.
Outro aspecto essencial em que o tênis auxilia e é base para um bom desenvolvimento emocional, pessoal e profissional é o autoconhecimento. Assim, como no meu último texto, volto a citar o bem-sucedido empresário Abílio Diniz, que fala a respeito da importância do autoconhecimento para o sucesso de qualquer profissional.

Não apenas ele, mas, quando pesquisamos a respeito desse termo, aparecem inúmeros sites especializados em carreira que falam sobre a importância do autoconhecimento — conhecer a si mesmo, suas próprias características, sentimentos, desejos, decisões, qualidades e defeitos. E autoconhecer-se não é tarefa fácil. Muitas pessoas chegam à fase adulta sem ter muita a noção de si mesmos.

 

            “Quais problemas a falta de autoconhecimento pode trazer?”

Inúmeros! Desde problemas do dia a dia até problemas de relacionamento, dúvidas na carreira ou simplesmente entender o que te faz feliz. Sem esse autoconhecimento fica mais difícil entender no que somos bons e no que precisamos melhorar, além de não sabermos traçar os nossos objetivos para a vida.

Uma vez me disseram uma frase: “Se não sei aonde quero chegar, qualquer caminho serve!” Nesse sentido, o autoconhecimento nos permite identificar o que queremos (identificar nossos desejos e sonhos) e, o principal, onde estamos (identificar nossas qualidades e defeitos) e qual caminho devemos percorrer até onde queremos chegar (identificar possibilidades de melhorias rumo ao objetivo).
E como a prática do tênis pode ajudar a desenvolver o autoconhecimento?

Quando praticamos o tênis, seja em uma aula social, seja em um treino competitivo, temos inúmeros desafios já dentro da quadra: conseguir realizar as atividades propostas, os golpes do tênis (forehand, backhand, voleio, slice, saque, etc.), uma troca de bola com o seu parceiro ou professor, evoluir no seu jogo, etc. Nesse momento, o aluno/atleta já começa a entender seus pontos fortes, ou seja, o que é mais fácil para ele realizar, e os seus pontos fracos, ou seja, o que ele tem muita dificuldade em fazer.

A partir daí, abre-se um mundo que o tênis proporciona para desenvolver o autoconhecimento. Com a identificação de desejos e vontades, passamos a estabelecer objetivos que desejamos conquistar — por exemplo, um aluno que começa no tênis e quer melhorar, fazendo os seus golpes da melhor maneira possível, passa a querer participar de jogos oficiais e, a partir daí, torneios, evoluindo nos torneios e assim por diante. Passa a se autoestabelecer metas e a explorar novos desafios!

E, assim, ao longo da prática, começa a perceber quando fica frustrado por não conseguir algo, quando fica nervoso por perder um jogo, quando fica alegre por completar um exercício, etc. E isso é ainda mais acentuado no tênis, que, por ser uma modalidade individual, permite que essas questões fiquem bem claras na prática.

Nesse desenvolvimento do autoconhecimento começam a surgir questões que envolvem a autoestima (autopercepção) e a autocobrança. Essas características são importantes e devem andar juntas no caminho do autoconhecimento — e de forma equilibrada, pois, se o atleta cria uma autocobrança negativa, nunca estará bom para ele algo que ele faça e, com isso, piora a sua autopercepção: ele começa a se perceber abaixo do que realmente é. O contrário também é verdadeiro, ou seja, subestimar situações ou se cobrar muito pouco, deixando de fazer coisas importantes para o desenvolvimento pessoal.

Não é fácil essa jornada que nos leva para dentro de nós mesmos. Nos entender e buscar melhorias que nos ajudem pessoal e profissionalmente é um desafio constante. E com certeza o tênis auxilia, e muito, nesse processo. =]
No próximo post falarei a respeito da importância do controle emocional!
Até lá!

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